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18 de Setembro de 2019

Deepfake e o fim da autenticação facial

Originalmy Blockchain, Administrador
Publicado por Originalmy Blockchain
há 7 dias

O chamado deepfake está se tornando um assunto muito comentado no momento. O aplicativo chinês ZAO, por exemplo, viralizou nos últimos dias. Por meio dele, os usuários podem usar imagens de seus rostos para substituir os de atores de filmes e séries. Ao contrário de um mero photoshop, no entanto, que produz apenas imagens estáticas, o ZAO permite que essa substituição seja feita, em meros segundos, em vídeo. Na imagem abaixo, você pode ver como o usuário Allan Xia alterou uma cena do seriado americano Game of Thrones, colocando o seu próprio rosto no lugar da personagem.

No Brasil, o estudante Bruno Sartori também desenvolveu um programa para fazer vídeos deepfake, e atualmente o utiliza para criar paródias de políticos e outras figuras conhecidas do cenário nacional.

A tecnologia deepfake, no entanto, pode ser usada para além da diversão, e ter efeitos sérios para a política e para a sociedade, e também para o modo como lidamos com a autenticação de pessoas.

O que é o deepfake

O deepfake é uma ferramenta de edição de vídeo que usa inteligência artificial para criar vídeos falsos. O termo nasce da junção de deep learning – o processo usado para “ensinar” as máquinas – e fake, ou falso, em inglês. Com ele, é possível que o vídeo seja manipulado para sobrepor o rosto de uma pessoa em um material já existente, como é o caso do aplicativo ZAO.

A ideia por trás do deepfake é relativamente simples. Primeiro, você deve alimentar a inteligência artificial com vídeos e/ou áudios reais de uma pessoa. Os algoritmos de machine learning então “aprenderão” as expressões e maneirismos dessa pessoa, reconhecendo padrões de fala e movimento. Após isso, você só precisa introduzir as imagens e áudios de outra e, voilà, o deepfake será criado a partir da síntese desses conteúdos.

O deepfake atual pode não ser ainda completamente realista, mas a tecnologia de inteligência artificial que o torna possível está evoluindo muito rápido. A quantidade de material bruto necessário para se treinar uma IA, por exemplo, é cada vez menor, tornando a criação desse tipo de vídeo mais barata e acessível.

Os impactos do deepfake

Embora colocar o rosto de alguém no lugar de uma personagem de filme seja divertido, as consequências podem ser graves quando o deepfake é utilizado para outros fins. Imagine, por exemplo, que alguém utilize uma foto sua e, por meio do deepfake, a coloque em um filme pornográfico, fazendo parecer que você fez parte daquela cena. Essa pessoa poderia tentar te extorquir, dizendo que vai publicar o material a menos que você concorde em pagar determinada quantia, ou usá-lo para bullying e intimidação.

Mais além, pense nos efeitos do deepfake para a política. Nós já vivemos em um mundo de fake news, no qual é cada vez mais difícil se ter certeza da veracidade de uma informação. Se essa tarefa já é complexa quando se trata de textos e imagens, o desafio será ainda maior quando campanhas forem feitas com base em vídeos falsos de políticos, nos quais eles aparecem falando coisas que na verdade nunca disseram!

No relatório Disinformation and the 2020 Election: How the Social Media Industry Should Prepare, da Universidade de Nova Iorque, o deepfake é citado como a principal ameaça às eleições presidenciais de 2020 nos Estados Unidos. Segundo o relatório:

“Deepfakes ameaçam nublar a realidade quando a própria existência de fatos objetivos têm sido frequentemente questionada.”

No vídeo abaixo, você pode ver um exemplo de deepfake de Barack Obama, ex-presidente dos Estados, no qual ele aparece “dizendo” coisas ofensivas sobre o atual presidente, Donald Trump.

Deepfake versus autenticação facial

A autenticação facial já é usada em diferentes âmbitos. Eles vão dos mais simples, como desbloquear o seu smartphone, até os mais complexos, como fazer o check in no aeroporto automaticamente, sem precisar mostrar documentos para um funcionário humano. Certos usos são, inclusive, contestados. Em São Francisco, por exemplo, departamentos policiais foram proibidos de usar a tecnologia de reconhecimento facial em multidões, e na Suécia uma escola foi multada por usá-la para fazer o controle de frequência dos alunos.

O deepfake é mais um complicador para esse mecanismo de autenticação. A biometria facial, que até então era considerada um método muito seguro, deixa de sê-lo. O argumento anterior era que, ao contrário de uma senha, que poderia ser roubada ou fraudada, ninguém conseguiria “roubar” o rosto de alguém e se passar por essa pessoa. A situação, é claro, muda drasticamente a partir do momento que o deepfake passa a ser acessível e realista. Com ele, torna-se de fato possível se passar por alguém e usar a sua biometria para conseguir acesso a dispositivos e serviços diversos.

Como garantir uma autenticação segura com a tecnologia blockchain

Vídeos deepfake tornam ainda mais claro o fato de que não é seguro que se tenha apenas um método de autenticação para acesso. Isso porque qualquer método, por mais seguro que teoricamente possa ser, possui falhas que poderão ser exploradas por agentes mal-intencionados.

Com isso, o uso da tecnologia blockchain para a autenticação se torna ainda mais atrativo. Através dele, a identificação de uma pessoa pode ser feita não a partir de um atributo, mas de uma coleção deles. A OMyID, a identidade blockchain da OriginalMy, demonstra isso claramente. Em primeiro lugar, ela é uma identidade verificada, na qual os dados são validados e incluem nome, telefone, e-mail, CPF, entre outros, sendo checados em relação a bases de dados públicos. Ela requer também a foto do usuário, uma selfie que deve ser tirada no momento de criação da identidade e que é comparada com a do documento de identificação oficial fornecido.

Agora imagine o seguinte cenário: você quer fazer a assinatura de um contrato por meio de um Blockchain ID, de modo a ter uma prova de autoria sólida. A fraude por meio da criação de uma OMyID falsa é virtualmente impossível, pois você precisa ter acesso a todas as informações citadas acima.

Também é altamente improvável que você consiga acessar a OMyID de outra pessoa, visto que para isso você teria que ter em mãos o seu smartphone, que contém a OMyID e é o único modo de acessá-lo, a biometria ou senha necessárias para desbloquear o aparelho, e a chave privada para conseguir assinar o contrato.

Essas garantias são algumas das vantagens que tornam a OMyID tão necessária para aqueles que querem proteger seus dados e terem mais segurança online. É por essa razão, por exemplo, que ela está sendo usada por exchanges como Profitfy, 3xBit e Anúbis para permitir o login de usuários sem exigir a criação de perfis com nome e senha. Ela também é usada no ambiente P2P para confirmar a identidade dos negociantes.

Quer ter mais segurança e proteger a sua identidade online? Então faça já a sua OMyID Identidade Blockchain!

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